segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Dança do Mundo Novo


Era um Tempo semi-coberto, um tempo sem tempo, um templo sem teto. Açúcar mascavo reescrevendo o alfabeto. Relendo a gramática no tempo dos espertos. Solitárias, árvores raízes e flores, enfeitando o concreto. É o vestígio velho dos ranzinzas nos convidando pra bailar...

Era um Clima feio e frio. Sem inter-relações humanas: um vazio sombrio. Era a temporada dos virtuais cibernéticos. Mensagens subliminares pseudo controlando o imaturo hipotético. É o vestígio dos amargos nos convidando pra sambar...

Era a estação das mudanças climáticas. Calendários botânicos desdizendo a estática. Era a idade dos acontecimentos. Dos ciclos sagrados, de nosso crescimento. É o vestígio dos antigos amargurados nos convidado pra cantar...

Era a época das revoluções. Dos rebuliços, de vasculhar os porões. Era a Era das transfigurações. Dos monopólios e concentrações. De enfeitar Palavras outras concepções. Era o espaço das aglomerações. É o vestígio do sagrado nos enganando pra dançar...

Era o ponteiro do relógio apontando, as multidões em relações Horizontais chegando. É novos valores, vícios maneiras (vãs) nos alimentando. A cintura dura, de tão madura, apodreceu. É o vestígio ancestral estancado querendo a música calar...

Era o Nada amorfo, e tudo parecia confuso, triste medonho e difuso... mas o vento de agosto abraçou o meu rosto em pleno mês de julho. Enfim acordei, pra uma nova Utopia, dancei sob plumas a sonora melodia. É quem largou os Vestígios no canto, cantarolou a transgressão da Poesia...

Era o Ventre do conhecimento cheio de luz, água e energia. Radiante percorrendo novos trilhos caminhos e dias. Era o suspiro arrepiante (de doce gosto), nas ruas um Mundo Novo ansioso por gestar...


(José Tamuya)

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